Um dia desses, eu ouvi que mudei muito.
E meus primeiros questionamentos foram “Aonde? Em quê? Desde quando?”.
Que eu mudei muito, é obvio que eu sei.(*)
Mas quis saber, à quais mudanças se referiam...
Pois veja bem... reconhecer isso, e apontar isso, também geram julgamentos e pontos de vista... Na maioria das vezes, bem diferentes. Na sua visão de quem eu era, a minha realidade de hoje não cabe mais. E quem garante que nessa sua visão, você realmente enxergava a minha realidade da época em questão?
Escutei também, que taurinamente, tenho uma paciência, ou persistência, ou “saco” para agüentar argumentar sobre as coisas, questões, conversas e divergências – até o fim.
No meu ponto de vista... o ruim é não ter!
Afinal, isso não é relacionar? De fato querer entender ou explicar o que se entende, o que se enxerga, até onde podemos ir, alimentando e gastando todos os argumentos que descobrimos poder por em prática com nossa vivência, experiência e coisas afins?!
Qual é a graça de não ter vontade de se querer isso?
E digo ainda, que tudo é assunto.
Tudo pode nos gerar indagações, dúvidas, confirmações.
Seja BBB da vida, seja falar sobre o filme polêmico da Xuxa, seja falar do filme infantilóide da Xuxa, seja falar sobre a plantinha que nasce com toda dificuldade em um muro de concreto, quebrando todos os átomos daquilo que vemos como duro e maciço, e consegue viver! Seja sobre a política, futebol, drogas e rock’n roll. Seja sobre tudo aquilo que pode nos interessar ATÉ a nos desinteressar sobre tal assunto.
Por que não?
Me pergunto..., por quê querer falar, querer colocar suas visões, suas experiências, suas vontades e gostos, seja duma forma correta, coloquial, seja duma forma informal, intelectual, ou pseudo-intelectual, ou qualquer “AL” que as pessoas queiram colocar e julgar... É tão recriminado pelos tão comuns como qualquer um de nós!?
E o engraçado é ver aqueles que são discriminados, julgados, estarem discriminando, e julgando.
Não entendo qual é o grande problema em querer ir à fundo em algo.
Onde as pessoas se irritam ou se incomodam por outras quererem saber o que se quis dizer, ou querer entender a que levou você a ter seu ponto de vista X.
Quer dizer... saber o porque, eu acho que até sei, mas continuo não entendendo.
Ter que ir à fundo de algo, um papo, ou um fato, ou uma epifania interna gera medo por não saber o que se pode encontrar. Ou então, de descobrir que sua opinião, ou sua referência pode ser batida por outro algo que passe a fazer mais sentido pra você.
E isso, gera perdas! E fere seu orgulho... de dar o braço a torcer para dizer: “É, você pode estar certo...”. No entanto, isso ainda é um enquadramento daquilo que crescemos ouvindo. E conseguir falar que o outro está certo, ou conseguir descobrir coisas indo intensamente a fundo delas, não deveria nos dar a sensação de perda. Mas sim, de crescimento. E de tranqüilidade em estabelecer a TROCA.
Uma discussão, uma conversa, um debate, não precisa ter fim.
Pois findar isso, é colocar um ponto final nos nossos interesses e no infinito que o conhecimento e a troca pode nos proporcionar.
Quer dizer... isso se quisermos isso né...
Senão, que fiquemos às margens de ver a televisão, e achar que somente aquilo é opinião. Ou até, achar que porque está na internet, tem mais valor, ou menos valor por isso.
* e eu sei, que não só eu... mas todos vocês, e todos os meus amigos também mudaram muito....
só que não é todo mundo que gosta disso ou consegue aceitar as próprias mudanças.
Nenhum comentário:
Postar um comentário