Como algumas coisas mudam a vida, por tão pouco, né.
Vivia minha vida, sossegada... Aos trancos e barrancos, subindo/descendo escadas.
Escolhendo achar que escolhia... Uma vida real, uma subvida virtual.
Amigos de final de semana, conhecidos de minutos inteiros perdidos por escritas sem escrita, apenas digitadas. Desconhecidos vistos por aí, vindos de vidas outroras perdidas num tempo, sem tempo.
Mas, buscando conectar, sempre. Via internet, que aumentou nosso vocabulário, criando palavras específicas de uso internautas, sem conteúdo prático na rotina do real.
E então, sem muito escolher, sem muito pensar, vem a vida e muda a vida.
E é aí que, como diz meu amor: a vida vem e te dá uma bela passada de mão na sua bunda, e você mal consegue entender o que foi aquilo...
Você estuda 8, 9, 10 anos - e acaba se vendo há 2 em um emprego que não tinha nada a ver com você. Com uma chefe sem palavras - ela não merece as boas, e as ruins guardo para mais tarde... é caro gastar palavras assim. Então, você se vê, como sempre, ali...vivendo.
Na verdade, subvivendo, sobrevivendo, tentando.
Daí, vem a incerteza e te dá uma paulada na nuca... do nada. E você cai.
Igual aquele pernilongo que passa voando pelos seus olhos, como se risse de você, "te piquei, lá lá lá.."... e com uma mãozada você abafa o cara... É bem assim.
E depois de achar(quanto achismo) que o mundo estava do avesso, e tudo corria contrário do que queria, seu corpo te dá um STOP! Há algo errado.
Para os que ainda não sabem, ou aos que não se lembram, minha mãe faleceu de câncer de reto, há 14 anos. E quando se tem um histórico desse, tudo vira nóia.
Infelizmente diferente da Angelina Jolie, eu não posso retirar meu intestino como forma de prevenção.... Mas posso mudar meus hábitos. Isso não me garante nada, a não ser a tranquilidade de que minha parte foi feita.
Faz 3 anos que parei de fumar. Há muitos mais que busco uma boa alimentação - o que é relativamente dificil num mundo capitalizado em junkie foods, e facilidades mil.
Exercícios físicos? Me obrigo a esquecer que não tirei carta de motorista até hoje, e diferente do que muitos acham, não me faz falta. Não perdi inumeros eventos por não dirigir...não deixei de ver pessoas, não perdi espetáculos, e muito pelo contrário... passei a andar e caminhar, por todos os cantos (daí o exercício físico, rs). E quando não dava, uma carona sempre foi bem vinda, nunca faltou. E quando a vergonha aparecia, eu pedia um taxi. Muito mais barato do que combustivel, seguro, estacionamentos, flanelinhas,... Além de sempre ter contatos fantásticos com meus colegas taxistas, eles são foda!
Bom, mas nada disso exclui que eu tenho genes que podem fazer gerar um câncer.
Faço terapia há uns bons 4, 5 anos..(nossa, já...). e busco me manter bem emocionalmente. Acredito que alguns tipos de câncer aparecem por desencadeamento psico-emocional. E hoje, ainda aprendo a viver bem com as minhas mágoas.
Na minha humilde opinião, de tudo que já li, estudei, atendi, aprendi, e vivi, todos os sentimentos ruins vem de mágoa. Por pais que não foram como queríamos, por um amor não correspondido, ou por outro que foi traído...pela irmã que não emprestou o vestido, ou pelo colega que o derrubou na hora do recreio.
Por mentiras, falsidade, traíção, enganos, abusos, desentendimentos... motivos infinitos!
Porém, a escolha de viver com mágoas e ressentimentos é apenas nossa!
Há 9 anos, eu operei de uma fissura anal, vinda de um ressecamento natural, por alimentação ruim e hábitos não muito saudáveis. Sarei 100%.
E se você ainda está lendo até aqui, é sinal de que tudo que passei valeu a pena.
Em março de 2013, ao ir ao banheiro, senti algo e achei que fosse uma hemorróida.
Marquei meu médico, e em uma consulta de rotina à ginecologista, ela me disse:
-" Isso é uma Fístula, e não uma hemorróida. Vá ver isso!"
E fui... inclusive, fui estudar isso...e vi que teria que operar novamente. (cuidado ao procurarem no Google... o que eu tive não se assemelha em nada com nenhuma das imagens que podem aparecer ali. O que tive foi beeem superficial, e tranquilo, no ponto de vista médico!)
Passei por 2 médicos, que confirmaram o diagnóstico, e a necessidade do procedimento cirurgico. Merda!
Tudo passou pela minha cabeça... morri de medo, tentei esquecer, lembrava de minha mãe a todo momento, e mais uma vez, mais uma linda vez, me senti conectada com ela novamente. E isso me deu forças. Me lembrei do quanto ela batalhou, e lutou pela vida! E eu estava aqui, aos 28 anos, operando pela segunda vez uma região que foi a culpada por tê-la levado embora.
Então, eu entendi... e decidi escolher: Não há lugar para CULPA nessa história.
Porque a CULPA leva à MÁGOA. E a minha mágoa eu já havia escolhido como lidar.
Encarei, operei. Meu pai esteve o tempo todo comigo. O que me deu mais segurança!
E então, me vem toda uma surpresa... o quanto eu sou querida! Sim, fiquei surpresa! =O
Quantas pessoas me escreveram, se preocuparam, me visitaram, me ligaram, perguntaram... Quantas conexões eu fiz nos ultimos 3 dias, e nem todas foram via internet... E como foi bom revê-los.
Como foi bom saber de vocês! Mais do que pensei... Obrigada!
Hoje, já não estou mais no emprego da chefe sem palavras, e me sinto livre.
Pela primeira vez em anos, me sinto Livre... Sem amarras.
Me recuperando muito bem, de algo que me mudou, e mudou minha vida.
(Claro que estar me recuperando na casa da vovó ajuda e muuito! hahahah.)
Mas ainda podendo vir aqui, e falar um pouco sobre esse lado da minha vida.
E principalmente, poder retribuir o tanto que recebi de todos. Todos, sem distinção...
Peço que olhem para a vida de vocês... Para suas escolhas, para as pontes que veem construindo entre vocês e o que querem para vocês. E olhem para seu coração... e reconheçam a mágoa dentro dele. Talvez seja ela, junto ao AMOR, que nos faz sermos idênticos como seres humanos... e não a nossa grande inteligência. O Fator comum entre todos, é o AMOR, e a MÁGOA. Todos temos alguma...! E se formos ver, podendo até achar o equilibrio entre eles: O AMOR sendo o Yang, e A MÁGOA sendo Yin.
Eu escolhi transformar minha mágoa em uma cortina, vejo-a na cor púrpura, estampada em meu coração. Descobri também, que é praticamente impossivel sumir com ela... É ela quem nos ajuda a validar o AMOR. Então, busquemos formas a ela... Quando quero andar, sentir, viver pelo AMOR, eu pego uma fita laranja e amarro minha cortina púrpura, bem no alto, a modo de eu ainda poder vê-la e andar por ela.
Ela não me cega mais. Nunca mais. Jamais deixarei que ela me tape a visão. E ainda assim, está ali... para sempre me lembrar que o que faz a vida valer a pena é o AMOR, e a disseminação dele em variadas formas, cheiros, pessoas, palavras, abraços, sentimentos, situações, troca, aprendizados, experiências...
E é com ele que reforço, que tudo na vida tem um motivo.
E não importa saber qual é...não mudará o curso de tudo. Apenas nos dá força para continuar.
Enquanto existir motivos para crescer, aprender, errar, acertar, estarei eu aqui, amando viver.
OBRIGADA, MAIS UMA VEZ, A TODOS.
Vida boa é aquela em que descobrimos como viver plenamente, independente dos percalços que ela mesma nos oferece. E não aquela em que perdemos chances e oportunidades achando que ainda não encontramos a felicidade.
A Felicidade está em apenas UM lugar.... na fitinha laranja, que uso para amarrar a minha mágoa!
< 3
sexta-feira, 24 de maio de 2013
sexta-feira, 30 de março de 2012
A troca
Um dia desses, eu ouvi que mudei muito.
E meus primeiros questionamentos foram “Aonde? Em quê? Desde quando?”.
Que eu mudei muito, é obvio que eu sei.(*)
Mas quis saber, à quais mudanças se referiam...
Pois veja bem... reconhecer isso, e apontar isso, também geram julgamentos e pontos de vista... Na maioria das vezes, bem diferentes. Na sua visão de quem eu era, a minha realidade de hoje não cabe mais. E quem garante que nessa sua visão, você realmente enxergava a minha realidade da época em questão?
Escutei também, que taurinamente, tenho uma paciência, ou persistência, ou “saco” para agüentar argumentar sobre as coisas, questões, conversas e divergências – até o fim.
No meu ponto de vista... o ruim é não ter!
Afinal, isso não é relacionar? De fato querer entender ou explicar o que se entende, o que se enxerga, até onde podemos ir, alimentando e gastando todos os argumentos que descobrimos poder por em prática com nossa vivência, experiência e coisas afins?!
Qual é a graça de não ter vontade de se querer isso?
E digo ainda, que tudo é assunto.
Tudo pode nos gerar indagações, dúvidas, confirmações.
Seja BBB da vida, seja falar sobre o filme polêmico da Xuxa, seja falar do filme infantilóide da Xuxa, seja falar sobre a plantinha que nasce com toda dificuldade em um muro de concreto, quebrando todos os átomos daquilo que vemos como duro e maciço, e consegue viver! Seja sobre a política, futebol, drogas e rock’n roll. Seja sobre tudo aquilo que pode nos interessar ATÉ a nos desinteressar sobre tal assunto.
Por que não?
Me pergunto..., por quê querer falar, querer colocar suas visões, suas experiências, suas vontades e gostos, seja duma forma correta, coloquial, seja duma forma informal, intelectual, ou pseudo-intelectual, ou qualquer “AL” que as pessoas queiram colocar e julgar... É tão recriminado pelos tão comuns como qualquer um de nós!?
E o engraçado é ver aqueles que são discriminados, julgados, estarem discriminando, e julgando.
Não entendo qual é o grande problema em querer ir à fundo em algo.
Onde as pessoas se irritam ou se incomodam por outras quererem saber o que se quis dizer, ou querer entender a que levou você a ter seu ponto de vista X.
Quer dizer... saber o porque, eu acho que até sei, mas continuo não entendendo.
Ter que ir à fundo de algo, um papo, ou um fato, ou uma epifania interna gera medo por não saber o que se pode encontrar. Ou então, de descobrir que sua opinião, ou sua referência pode ser batida por outro algo que passe a fazer mais sentido pra você.
E isso, gera perdas! E fere seu orgulho... de dar o braço a torcer para dizer: “É, você pode estar certo...”. No entanto, isso ainda é um enquadramento daquilo que crescemos ouvindo. E conseguir falar que o outro está certo, ou conseguir descobrir coisas indo intensamente a fundo delas, não deveria nos dar a sensação de perda. Mas sim, de crescimento. E de tranqüilidade em estabelecer a TROCA.
Uma discussão, uma conversa, um debate, não precisa ter fim.
Pois findar isso, é colocar um ponto final nos nossos interesses e no infinito que o conhecimento e a troca pode nos proporcionar.
Quer dizer... isso se quisermos isso né...
Senão, que fiquemos às margens de ver a televisão, e achar que somente aquilo é opinião. Ou até, achar que porque está na internet, tem mais valor, ou menos valor por isso.
* e eu sei, que não só eu... mas todos vocês, e todos os meus amigos também mudaram muito....
só que não é todo mundo que gosta disso ou consegue aceitar as próprias mudanças.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
ODE AO GATO!
(Artur da Távola)
"Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam.
O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.
Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."
Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."
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Achei esse artigo em um email que recebi há alguns meses atrás...
E obviamente, não encontrei descrição melhor...
Pros que conhecem... se identificar, e pros que não conhecem... permitir a compreensão de animais tão interessantes...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O dia em que o teto(quase)caiu...
Sabe a história do gato??!
Então... tivemos algumas consequências a mais devido aquilo...
Então... tivemos algumas consequências a mais devido aquilo...
Lembra quando a Dan, ao subir para jogar o Mix Bomba de Quimica, quebrou um pedaço da telha?
É...
Um tempinho depois, começaram as tais chuvas de verão... Aquelas, sabe? Em que cai o mundo em meia hora, e é agua até afogar qualquer mosquito da dengue?!! Pois bem...
Então no mínimo todo dia, fim de tarde, caía uma pancadinha dessas...
E um beelo dia, saindo para trabalhar, eis que olho pra cima... e vejo rachaduras...beeem de leve...
E olho para os lados... e mais rachadurinhas...Algumas gotas no teto... E um pseudo-mini-caminho de água, pelo meio de nossa garagem....
Fritei!!!!
"- Ahhhh, não... só faltava essa agora...." (buraco+chuva = goteira+infiltração pelas paredes...)
Então, começaram os avisos, os alarmes...masss, como na ultima história, (a do gato), pudemos ver que em casa cheia a procrastinação cresce gradualmente ao numero de moradores......Pensem... que como tudo na vida passa, as coisas passam, os dias passam; todos nos achamos, ilusóriamente, sem tempo para nada; ou então estamos sem grana pra isso....
Passaram-se alguns dias e presumo que semanas também....
E nisso, as rachadurinhas viraram pseudo-caminhos pelas paredes, e as gotas no teto viraram descascados de tinta, e buracos feitos pela merda da água!
Porém, (óbvio), a coisa tomou outras proporções.... - qualquer semelhança com o gato, é mera consequência mesmo....- e de alguma forma, outros pontos começaram a verter água...
Nossa cozinha, por exemplo, passou a possuir uma "fina toalha de água" escorrendo pelos azulejos da parede, que é colada à parede da garagem que está com problemas também. Logo, o rodo passou a ser mais um utensílio de cozinha....
Então, eis que passamos a ouvir aquele barulho que horroriza qualquer pessoa... Ritmado, molhado e fino...
"tec...tec...tec...tec...tec..."....
E na sala, no teto, pelo buraco do fio do telefone, notamos mais uma goteira...
Dá-lhe balde! E panos...enfim...
Quando então, pós decisão de fazermos maratona Harry Potter(sim, eu gosto!) - e iniciarmos o primeiro filme - passamos a notar mais uma goteira deslizando pelo nosso lustre central da sala..... ahhh, daí, já era...
A chuva aumentava, e as goteiras também, quase que fazendo uma melodia.... tec's daqui, splash's dali...
Quando, então, notamos que o lustre estava mais para aquário... e os peixes eram as lâmpadas!
Apagamos as luzes, colocamos bacias, movemos a mesa de centro, empurrando sofá, poltrona....
E os peixes boiando cada vez mais.... e nosso medo também.
Então, Henri, retirou o vidro do lustre, iniciando uma cachoeira-pseudo-enxurrada pela sala...
E nós nos acudando...passa rodo, segura com pano, abre porta, joga pra fora...
Finalmente, seguramos a extensão do problema... pelo menos por aquela noite.........
Então, a Lê ligou para o proprietário, e pediu um auxílio, o pedreiro, Seu Jorge, Seu Guilherme... enfim...
Que viriam no sábado de manhá, dia seguinte...
Não veio...
Aquele sábado a noite choveu também.....
E além de tudo o citado acima, passamos a ter pequenas continuações de destruição...
(nossa, quanto drama, rs)
Eis que encontramos mais uma bela goteira no banheiro... goteira que precisou de uns 3 baldinhos para não espirrar tanto pelo banheiro inteiro...
Quando a Lê desespera..... duas goteiras no quarto dela! Uma na cama, e outra pelo lustre...
Pô.... daí num dá, né....
Então ela ligou novamente para o proprietário, que foi bem do grosso...pois o Seu Guilherme veio... bateu 3 vezes, e ninguém atendeu...E ele foi embora!!!!
Caramba...temos um aviso que não temos campainha... e por vezes, bater palma vira relativo...rs.
Enfim.. ninguém se ligou, se avisou, e logo, teríamos que esperar até o dia 8, feriado, que então Seu Guilherme poderia vir...
Lá fomos nós, esperar que não chovesse até então...
E... não choveu!!! eeeeee!
Agora.... Seu Guilherme veio quarta...
Subiu no telhado... olhou, andou, avaliou...
O buraco em cima da garagem, ok, "consertável"... mas ele nos diz que o resto não é consequência do mesmo problema não. Existe um desnível entre os tetos.... e não tem como a água passar e cair pelo forro da sala...
Por outro lado, não é telha também.... pois ele viu as telhas, e estão todas em ordem...
Resultado..... não sabemos o motivo.
Temos apenas a suposição de que pode ser calha... calha velha, furada... que pode estar vazando para os forros das outras áreas da casa....
E aí, fazer o quê, tal de José?
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d--b :
Adriana Calcanhoto - Esquadros;
Beirut - Elephant Gum;
David Grey - This years love;
Elis - O bebado e a equilibrista
Gilberto Gil - Copo Vazio
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A história do Gato que Subiu no Telhado....e morreu.
Olha... eu sempre me perguntei, depois de grande, como era mesmo a história do gato que subia no telhado. O que acontecia com ele? Era só curiosidade? Ou ele era bobo mesmo?
Pergunto isso, pois passei por uma bizarra situação com um desses gatos bobos que sobem no telhado.
Há duas semanas atrás, começávamos a nos obrigar a procurar um corpo não mais vivo...sabe, defunto, carniça, corpo, de algo, algum animal que pudesse ter escolhido nosso lar para passar seus últimos minutos de vida... O cheiro não deixava dúvidas.
Na quinta-feira, dia 14/10, meu brotherzinho, housemate, Henrique, se prontificou a olhar algumas coisas que estavam paradas no nosso corredor externo, que chega ao quintal. Coisas como ventilador quebrado, fios, baldes e bacias, lata de lixo para metais, vassouras.. enfim... Ele também lavou a lavanderia, e n-a-d-a indicava que o cheiro vinha desses lugares.
Na sexta, eu fui trabalhar em Cabreúva, e de noite recebo um SMS dizendo:
"O Henri descobriu o cheiro. Parece que tem um gato morto no nosso telhado, mas ele ficou com nojo de tirar o corpo. Bjs, Dan"
Pronto. Tínhamos a certeza. Henrique subiu e achou o gato no telhado.
Voltei de Cabreúva, e resolvi me juntar a Dan, para tentarmos tirar, custe o que custar, o gato dali.
Terça-feira, dia 19/10...
Fizemos um esquema e a Dan subiu, notificando que era impossível, nós, meras mortais, tirarmos os restos do bichinho.
Ligamos para Dedetizadoras. As quais, NÃO fazem esse serviço... Ligamos para a Prefeitura... a qual nos diz que só faria se fosse em VIA PÚBLICA!...
(não, não nos lembramos dos Bombeiros)
Logo, me enchi disso e fui falar com o Segurança do prédio da frente.
Seu Rubens. Seu Rubens nos diz que trabalha até as 20horas, logo impossibilitando-o de nos ajudar, pois já estaria escuro.(cagão!)
Então, partindo para nossa última saída, fui até a construção aqui perto de casa, e falei com o Daniel.
Daniel, pedreiro, seus 30 anos, negão, altão e sorrisão! Simpático, pegou sua colher de pedreiro, e adentrou nossa residência, para nos socorrer!
Subiu no telhado, e em 15 minutos, retirou os restos, parte por parte, do bicho que ali estava. Pagamos pela gentileza e pela força estomacal que o ajudara!
Daniel, muito solícito, foi embora e nós ficamos com o cheiro.
Bem menos intenso, porém ainda existente.
Foi aí então, que veio a idéia da Mix Bomba de química de produtos de limpeza.
Água Sanitária, Pinho Sol, Sapóleo, Veja e qualquer outro desinfetante que encontramos. A Dan subiu de novo, e jogou essa poção no extinto jazigo do defunto.
(nesse momento abrimos para outro problema... A Dan, mais magrinha que eu, quebrou a calha, ao pisar numa área mais instável!)
Ok... nesse instante, tínhamos um Mix Bomba de cheiro morto com banheiro, mais um buraco nas calhas de cima da garagem, e uma tranquilidade de que estávamos livres de um defunto desconhecido,...triste, bem triste, aliás.
(quem não sabe, atualmente moro com 2 gatinhos, o Preto e a Stella)
Ceeerto... logo, na quarta-feira, dia 20, tínhamos um rastro daquela água pelo nosso corredor externo, que óbviamente, escorreu do telhado pela calha lateral.
Ficamos de lavar isso..., o que passou, acabou passando, como tantas coisas na vida, né gente. Infelizmente, como tudo, tivemos consequências.
Quarta-feira à noite, fui para São Paulo, numa reunião. E lá pras 00:00h, recebo outro SMS:
"Diz que você já está voltando? tem algo surreal acontecendo...Bjs, Dan"
Tremi... o que mais poderia ser, Meo Deos????
Cheguei em casa às 3:00 da manhã, por um erro da carona,(que nos levou para Limeira), e questiono Dan pelo SMS misterioso...
Então ela me conta que naquela noite, estávamos com ilustres companhias, amigos, Cyro, Thi e Rena... e ela ouviu o Preto brigar com um outro gato intruso, que vive rondando nossa casa...e foi averiguar...
Quando chega para vê-los no corredor, nota algo estranho...
Olha para baixo... e... o chão está SE MOVENDO!!!!!!!!
"COMO ASSIM? se movendo????????????"
sim... eram resquícios do morto.
ou melhor, resquícios das moscas que comeram o morto.
VERMES!!!!!!!!
muitos, famílias inteiras, gerações, comunidades, sociedades de poetas vermes mortos! tinham muitos, trilhardares, milhares de bilhares de montes de vermes andando atrás de (?) o que quer que fosse comida para eles....
agora... as 3 da manhã?... preferi dormir e olhar pra isso só no dia seguinte...
Quinta-feira, dia 21/10...11horas da manhã.
Eu e Lê vamos encarar o "Ataque dos Vermes Infernais"!
*AVISO: se você tem estômago fraco, pense em outra coisa enquanto lê os próximos parágrafos...rs.(ou não os leia)
Olhamos para aquele corredor externo e extenso...
e eram muitas coisinhas se mexendo...levantei o tapete(que também se mexia), e lá estavam... milhares se escondendo debaixo do tapete.
Aí foi minha primeira quase gorfada!
E foi quando passamos a olhar melhor pelos cantos do corredor...e vimos aquela avalanche de verminhos saindo da calha lateral.
Logo, fizemos mais uma Mix Bomba com nossas químicas... era pouco!
Era POUCO pra quantidade de coisicas vivas caminhantes e lesmantes que se apoderavam do meu corredor!
Então, acordamos o Henrique, e a Lê foi comprar mais água sanitária, para que pudéssemos desinfectar tudo, pós Guerrilha!
Nessa altura do Campeonato, tentamos ligar para Dedetizadoras mais uma vez...
300 reais para que ficasse tudo limpo. Já que estávamos com a mão na massa, deixamos pra terminar e ver como seria... pra então ver se precisaríamos deles.
Enquanto isso acontecia, eu fiquei lá fora... varrendo!
Vimos também, que eles passaram por debaixo da porta e foram tentar a vida ali, na garagem! Então, eu e Henri varremos a garagem, fizemos um montinho, e... Fogo neles.
VARRENDO VERMES! Fiz 6 montes de vermes.
Conforme fui levantando e tirando as tralhas que ali estavam, mais apareciam...
Levantei lata de lixo, ventilador, bacias e baldes, e mais apareciam embaixo de tudo!
Eram tantos, que eu pude estudar o comportamento deles:
Quanto mais Sombra, melhor. O Sol mata...
e pelo jeito, SÓ o sol, e fogo.
Enquanto eu varria, varria folhas e pedregulhos junto... Você acreditaria se eu contasse que eles entravam debaixo das folhas e pedregulhos e passavam a andar com eles por cima??? tudo isso pra não pegar sol!!!!
Muito espertinhos.
Enfim...são cegos, nojentos, e fedidos. (vulgo cocôs de mosca)
Logo, a Lê chegou com nosso armamento, Henrique subiu no telhado para lavar lá em cima, e eu continuei fazendo os montes de vermes.
Dos montes, jogávamos álcool, e botávamos fogo neles! só assim, juro!
Conforme queimavam no inferno, eu ia varrendo seus corpos mortos pra dentro do saco de lixo. Henrique jogava água pela mangueira no telhado, e depois água sanitária pra desinfectar. A Lê ajudava a varrer, e foi peça fundamental na limpeza da Caixa de Gordura.
Ah sim... porque nossa caixa de gordura fica bem nesse canto do corredor, e claaaro, esses vermes entraram pelos buraquinhos.
Abrimos a caixa, (aproveitamos pra dar uma limpada e desinfetada nela), e a Lê, com uma colher, foi recolhendo os corpos deles que estavam parados na tela que segura a tampa! Ufa... foi dose!
A Dan chegou do trabalho, e já não havia mais muito a se fazer. Graças!
Por fim, varremos o corredor novamente, até o quintal, e recolhemos tudo!
Ufa... agora era esperar pelos mais aptos e espertos que conseguiram se esconder em algum cantinho.
Resultado... fiquei com marca de sol, por não ter uma pedra do meu tamanho, por ficar varrendo e chorando e limpando isso tudo, das 11hs as 17:30h!
Só faltava lavar, e esfregar. Deixamos a água sanitária agir!
(Ainda bem que a noite teríamos um evento ótimo pra prestigiar. Vernissage na Loja 11.16, regado à espumante, amigos e uma belíssima exposição!)
Sexta-feira, dia 22...
A Dan chega do trampo, e lavamos o corredor inteiro.
Buraquinho por buraquinho... e você acredita se eu falar que ainda restavam os ultimos dos vermecanos?
Pois é.
Mas também, foi o fim!
Desde então, não vimos mais nada... nem uma melequinha... nem uma mosquinha.
Hum...só pra constar. O Gato era da vizinha!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
em 1 mês...
Fico boba como hoje em dia, 1 mês passa voando, muda sua vida, passam 4 finais de semana, e muitas vezes, você nem percebe!
Faz UM mês que eu atualizei meu blog. E relendo o ultimo post, vejo que minha nova prova já começou!
Minha vida começou. Minha só minha, comigo sozinha!
Mudei algumas coisas... saí de casa.
Mudei e hoje moro com 3 pessoas novamente. Mas agora, não mais pai e irmãos.
Agora é Amigos-Irmãos! 3 Pessoas que eu admiro demais, e a cada hora, cada dia, cada mês, me ensinam tanto, mesmo sem saber!
Uma nova caminhada, com novos auxiliares de vida!
Meus armários são outros, os pratos e panelas também. A cama nova está pra chegar!
Meu quarto é outro...e os canais da TV a Cabo já não são mais os mesmos...
Em 1 mês, meu trabalho avançou como nunca em 3 anos!
Trabalho em 3 cidades! E em 3 âmbitos profissionais diferentes, cada um no seu ritmo e no seu objetivo(que muitas vezes é unificado entre todos!)!
A massoterapia, o Leader Trainning e a terapia.
A família cresceu.
Não em número... mas em expansão, em maturidade, em conhecimento e experiência!
Cada um em um canto, em seu canto! Todos sozinhos! Sozinhos, juntos!
Igrejinha, Vila, Cambuí. E eu, digo por mim, carrego todos juntos num só lugar.
E isso basta... em 1 mês, em 1 ano, em 11 anos!
Em 1 mês meu coração se apaziguou! Encontrou sua paz, seu sossego!
Em pouco mais de 1 mês, meu coração achou outro! Achou não, pois estava aqui do lado! Mas, sim... em 1 mês, meu coração me faz feliz!
Hoje, me sinto cada vez mais próxima à realização interna pessoal pro meu momento atual! Acredito que passei no início dessa nova prova...
Acredito que essa nova prova veio pra me chachoalhar, mesmo sem precisar de raios e trovões....
...é um chacoalhar manso...meigo, e infinitamente gostoso e confortável!
como a marola do mar...
=)
Faz UM mês que eu atualizei meu blog. E relendo o ultimo post, vejo que minha nova prova já começou!
Minha vida começou. Minha só minha, comigo sozinha!
Mudei algumas coisas... saí de casa.
Mudei e hoje moro com 3 pessoas novamente. Mas agora, não mais pai e irmãos.
Agora é Amigos-Irmãos! 3 Pessoas que eu admiro demais, e a cada hora, cada dia, cada mês, me ensinam tanto, mesmo sem saber!
Uma nova caminhada, com novos auxiliares de vida!
Meus armários são outros, os pratos e panelas também. A cama nova está pra chegar!
Meu quarto é outro...e os canais da TV a Cabo já não são mais os mesmos...
Em 1 mês, meu trabalho avançou como nunca em 3 anos!
Trabalho em 3 cidades! E em 3 âmbitos profissionais diferentes, cada um no seu ritmo e no seu objetivo(que muitas vezes é unificado entre todos!)!
A massoterapia, o Leader Trainning e a terapia.
A família cresceu.
Não em número... mas em expansão, em maturidade, em conhecimento e experiência!
Cada um em um canto, em seu canto! Todos sozinhos! Sozinhos, juntos!
Igrejinha, Vila, Cambuí. E eu, digo por mim, carrego todos juntos num só lugar.
E isso basta... em 1 mês, em 1 ano, em 11 anos!
Em 1 mês meu coração se apaziguou! Encontrou sua paz, seu sossego!
Em pouco mais de 1 mês, meu coração achou outro! Achou não, pois estava aqui do lado! Mas, sim... em 1 mês, meu coração me faz feliz!
Hoje, me sinto cada vez mais próxima à realização interna pessoal pro meu momento atual! Acredito que passei no início dessa nova prova...
Acredito que essa nova prova veio pra me chachoalhar, mesmo sem precisar de raios e trovões....
...é um chacoalhar manso...meigo, e infinitamente gostoso e confortável!
como a marola do mar...
=)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Depressão reeducativa – dores existenciais, quem não as experimenta?
"À luz da imortalidade, as depressões são como uma “tristeza do espírito” que ampliam a consciência de si. Um processo que se inicia, na maioria dos casos, antes do retorno à vida corporal quando a alma, em estado de maior “liberdade dos sentidos”, percebe com clareza a natureza de suas imperfeições, suas faltas e suas necessidades, que configuram um marcante sentimento de falência e desvio das Leis Naturais. A partir dessa visão ampliada, são estabelecidos registros profundos de inferioridade e desvalor pessoal em razão da insipiência na arte do perdão, especialmente do autoperdão. Nessa hora, quando a criatura dispõe de créditos mínimos para suportar esse “espelho da consciência”, seu processo corretivo inicia-se na própria vida extrafísica, até que haja um apaziguamento mental que lhe permita o retorno ao corpo. O mesmo não ocorre com quantos experimentam a “dura realidade” de se verem como são após a morte, mas que tombam nas garras impiedosas das trevas a que fizeram jus, regressando à vida corporal em condições expiatórias sob domínio de severas psicoses para colher os frutos das sementes que lançou.
Depressões, portanto, são o resultado mais torturante da longa trajetória no egoísmo, porque o núcleo desse transtorno chama-se desapontamento ou contrariedade, isto é, a incapacidade de viver e conviver com a frustração de não poder ser como se quer e ter que aceitar a vida como ela é, e não como se gostaria que fosse. Considerando o egoísmo como o hábito de ter nossos caprichos pessoais atendidos, a contrariedade é o preço que pagamos pelo esbanjamento do interesse individualista em milênios afora, mas, igualmente, é o sentimento que nos fará refletir na necessidade de mudança em busca de uma postura ajustada com as Leis Naturais da vida.
Para a maioria de nós, contrariedade significa que algo ou algum acontecimento não saiu como esperávamos, por isso algumas criaturas costumam dizer: “nada na minha vida deu certo!”. É tudo uma questão de interpretação. Quase sempre essa expressão “não deu certo” quer dizer que não saiu conforme nosso egoísmo. O desapontamento, portanto, é altamente educativo quando a alma, ao invés de optar pela tristeza e revolta, prefere enxergar um futuro diverso daquele que planejou e, no qual, a grande meta da felicidade pode e deve estar incluída.
O renascimento corporal é programado para que a criatura encontre nas ocorrências da existência os ingredientes precisos à sua transformação. Brota então, espontaneamente, o desajuste, em forma de insatisfação crônica com a vida, funcionando como canal de expulsão de culpas armazenadas no tempo, controladas com a força de mecanismos mentais defensivos ainda desconhecidos da ciência humana e eclodindo sem possibilidade de contenção. Um “expurgo psíquico” em doses suportáveis…
Os sintomas a partir de então são muito conhecidos da medicina humana: insônia, tristeza persistente, idéias de auto-extermínio, vazio existencial e outros tantos. Poderíamos asseverar que almas comprometidas com esse quadro psicológico já renascem com um “ego frágil”, suscetível a uma baixa tolerância com suas falhas e estilo de vida, uma dolorosa incapacidade de se aceitar, menos ainda de se amar. No fundo permanece o desejo impotente de querer a vida conforme seus planos, mas tudo conspira para que tenha a vida que precisa em vista de suas necessidades de aperfeiçoamento.
A rebeldia, no entanto, que é a forma revoltante de reagir perante os convites renovadores, pode agravar mais a prova íntima.
Somos contrariados pela vida para que eduquemos nossas potencialidades.
Infelizmente, com raras exceções, nossos gostos são canteiros de ilusões onde semeamos os interesses pessoais, em franca indiferença às necessidades do próximo, colhendo frutos amargos que nos devolvem à realidade.
Há que se ter muita humildade para aceitar a vida como ela é, compreender suas “reclamações” endereçadas à nossa consciência e tomar uma postura reeducativa. O orgulho é o “manto escuro” que tecemos com o fio do egoísmo, com o qual procuramos nos proteger da inferioridade que recalcitramos aceitar em nós mesmos de longa data.
Bom será quando tivermos a coragem de nos mirar no “espelho da honestidade” e aprender a conduta excelsa do perdão, porque quem perdoa conquista sua alforria das celas da mágoa e da culpa.
Apesar do quadro expiatório, as depressões reeducativas quando vencidas trazem como prêmio um extraordinário domínio de si mesmo, sem que isso signifique “querer viver a vida a seu gosto”, e também um largo autoconhecimento. Passada a prova, ficará o aprendizado."
Fonte: extraído do livro “Reforma Íntima Sem Martírio”, de Wanderley S. de Oliveira, pelo espírito Ermance Dufaux – Editora INEDE.
---------------//---------------
e como...
passei a prova, o aprendizado veio, agradeço...
agora, no aguardo pela próxima prova....
=)
Depressões, portanto, são o resultado mais torturante da longa trajetória no egoísmo, porque o núcleo desse transtorno chama-se desapontamento ou contrariedade, isto é, a incapacidade de viver e conviver com a frustração de não poder ser como se quer e ter que aceitar a vida como ela é, e não como se gostaria que fosse. Considerando o egoísmo como o hábito de ter nossos caprichos pessoais atendidos, a contrariedade é o preço que pagamos pelo esbanjamento do interesse individualista em milênios afora, mas, igualmente, é o sentimento que nos fará refletir na necessidade de mudança em busca de uma postura ajustada com as Leis Naturais da vida.
Para a maioria de nós, contrariedade significa que algo ou algum acontecimento não saiu como esperávamos, por isso algumas criaturas costumam dizer: “nada na minha vida deu certo!”. É tudo uma questão de interpretação. Quase sempre essa expressão “não deu certo” quer dizer que não saiu conforme nosso egoísmo. O desapontamento, portanto, é altamente educativo quando a alma, ao invés de optar pela tristeza e revolta, prefere enxergar um futuro diverso daquele que planejou e, no qual, a grande meta da felicidade pode e deve estar incluída.
O renascimento corporal é programado para que a criatura encontre nas ocorrências da existência os ingredientes precisos à sua transformação. Brota então, espontaneamente, o desajuste, em forma de insatisfação crônica com a vida, funcionando como canal de expulsão de culpas armazenadas no tempo, controladas com a força de mecanismos mentais defensivos ainda desconhecidos da ciência humana e eclodindo sem possibilidade de contenção. Um “expurgo psíquico” em doses suportáveis…
Os sintomas a partir de então são muito conhecidos da medicina humana: insônia, tristeza persistente, idéias de auto-extermínio, vazio existencial e outros tantos. Poderíamos asseverar que almas comprometidas com esse quadro psicológico já renascem com um “ego frágil”, suscetível a uma baixa tolerância com suas falhas e estilo de vida, uma dolorosa incapacidade de se aceitar, menos ainda de se amar. No fundo permanece o desejo impotente de querer a vida conforme seus planos, mas tudo conspira para que tenha a vida que precisa em vista de suas necessidades de aperfeiçoamento.
A rebeldia, no entanto, que é a forma revoltante de reagir perante os convites renovadores, pode agravar mais a prova íntima.
Somos contrariados pela vida para que eduquemos nossas potencialidades.
Infelizmente, com raras exceções, nossos gostos são canteiros de ilusões onde semeamos os interesses pessoais, em franca indiferença às necessidades do próximo, colhendo frutos amargos que nos devolvem à realidade.
Há que se ter muita humildade para aceitar a vida como ela é, compreender suas “reclamações” endereçadas à nossa consciência e tomar uma postura reeducativa. O orgulho é o “manto escuro” que tecemos com o fio do egoísmo, com o qual procuramos nos proteger da inferioridade que recalcitramos aceitar em nós mesmos de longa data.
Bom será quando tivermos a coragem de nos mirar no “espelho da honestidade” e aprender a conduta excelsa do perdão, porque quem perdoa conquista sua alforria das celas da mágoa e da culpa.
Apesar do quadro expiatório, as depressões reeducativas quando vencidas trazem como prêmio um extraordinário domínio de si mesmo, sem que isso signifique “querer viver a vida a seu gosto”, e também um largo autoconhecimento. Passada a prova, ficará o aprendizado."
Fonte: extraído do livro “Reforma Íntima Sem Martírio”, de Wanderley S. de Oliveira, pelo espírito Ermance Dufaux – Editora INEDE.
---------------//---------------
e como...
passei a prova, o aprendizado veio, agradeço...
agora, no aguardo pela próxima prova....
=)
sexta-feira, 21 de maio de 2010
High - Lighthouse Family
"When you're close to tears remember
Someday it'll all be over
One day we're gonna get so high
Though it's darker than December
What's ahead is a different colour
One day we're gonna get so high
And at the end of the day remember the days
When we were close to the end
And wonder how we made it through the night
At the end of the day
Remember the way
We stayed so close to the end
We'll remember it was me and you
Cause we are gonna be
Forever, you and me
You will
Always keep it flying high in the sky
Of love
Don't you think it's time you started
Doing what we always wanted
One day we're gonna get so high
Cause even the impossible
Is easy when we got each other
One day we're gonna get so high
And at the end of the day remember the days
When we were close to the end
And wonder how we made it through the night
At the end of the day
Remember the way
We stayed so close to the end
We'll remember it was me and you
Cause we are gonna be
Forever, you and me
You will
Always keep it flying high in the sky
Of love.."
http://www.youtube.com/watch?v=Qj62HiLk-Ag&feature=fvst
saudade de uma época, de 2 pessoas, de uma sensação.
"When you're close to tears remember
Someday it'll all be over
One day we're gonna get so high
Though it's darker than December
What's ahead is a different colour
One day we're gonna get so high
And at the end of the day remember the days
When we were close to the end
And wonder how we made it through the night
At the end of the day
Remember the way
We stayed so close to the end
We'll remember it was me and you
Cause we are gonna be
Forever, you and me
You will
Always keep it flying high in the sky
Of love
Don't you think it's time you started
Doing what we always wanted
One day we're gonna get so high
Cause even the impossible
Is easy when we got each other
One day we're gonna get so high
And at the end of the day remember the days
When we were close to the end
And wonder how we made it through the night
At the end of the day
Remember the way
We stayed so close to the end
We'll remember it was me and you
Cause we are gonna be
Forever, you and me
You will
Always keep it flying high in the sky
Of love.."
http://www.youtube.com/watch?v=Qj62HiLk-Ag&feature=fvst
saudade de uma época, de 2 pessoas, de uma sensação.
sábado, 10 de abril de 2010
Auto Boicote
Quando se quer boicotar alguém, ou alguma coisa, teoricamente é fácil.
Você puxa um tapete aqui, inventa algo ali, fofoca, fala na cara, e evita que algo aconteça. Evita que alguém consiga algo...evita...
Evitar, fazer com que algo não se concretize...
O Auto Boicote, logo é tranqüilo pra se entender?
... nem sempre...
Por uma questão importante, que é a de que o auto boicote envolve sentimentos SEUS!
Seus medos, suas inseguranças, seus valores, cagaços, vínculos e traumas...
Normalmente, ele acontece em um nível inconsciente. Quando menos se espera, já está se perguntando: “ Por que isso não dá certo??” ou “ Por que isso só acontece comigo??”.
Ele é uma arma auto destrutiva, onde aparece em várias formas... timidez, obesidade, tabagismo, depressão, preguiça, agressividade, enfim... a pessoa não pode dar certo em nada...
Pois bem...
Isso não dá certo, porque você se auto boicota.
Só acontece com você, porque você se auto boicota...
E o motivo principal para isso acontecer é... uma falsa ilusão de segurança.
Ilusão de segurança, pois, você evita que algo te aconteça, pelo medo que isso te traga sofrimento, ou coisas negativas. E sem essa porta aberta, você se sente seguro. Nada te toca, nada te machuca.............. nada te toca!
É aí a falsa ilusão. O auto boicote acontece, quando na verdade, seu íntimo sabe muito bem sua vontade. E mesmo que te traga algo de ruim, pelo menos te trouxe algo... te toca!
Ele evita que você sofra... mas também evita que você sinta.
E para isso, tudo é possível... qualquer detalhe vira defeito, e você oscila de otimista para um perfeito pessimista.
Quando se toma o conhecimento de seu próprio auto boicote, as coisas ficam mais claras, porem não mais fáceis. Você começa a olhar pra si, e a analisar onde você erra, onde você comete os mesmos erros, onde você se boicota. E então, entra o exercício...
O exercício de perceber onde você necessita mudar a marcha...para não se auto boicotar...
Em alguns texto futuros, darei exemplos bem concretos de alguns auto boicotes que eu tive...onde várias vezes me chamei de burra, estúpida e me questionei “Por que?”....
Ainda estou aprendendo....
Você puxa um tapete aqui, inventa algo ali, fofoca, fala na cara, e evita que algo aconteça. Evita que alguém consiga algo...evita...
Evitar, fazer com que algo não se concretize...
O Auto Boicote, logo é tranqüilo pra se entender?
... nem sempre...
Por uma questão importante, que é a de que o auto boicote envolve sentimentos SEUS!
Seus medos, suas inseguranças, seus valores, cagaços, vínculos e traumas...
Normalmente, ele acontece em um nível inconsciente. Quando menos se espera, já está se perguntando: “ Por que isso não dá certo??” ou “ Por que isso só acontece comigo??”.
Ele é uma arma auto destrutiva, onde aparece em várias formas... timidez, obesidade, tabagismo, depressão, preguiça, agressividade, enfim... a pessoa não pode dar certo em nada...
Pois bem...
Isso não dá certo, porque você se auto boicota.
Só acontece com você, porque você se auto boicota...
E o motivo principal para isso acontecer é... uma falsa ilusão de segurança.
Ilusão de segurança, pois, você evita que algo te aconteça, pelo medo que isso te traga sofrimento, ou coisas negativas. E sem essa porta aberta, você se sente seguro. Nada te toca, nada te machuca.............. nada te toca!
É aí a falsa ilusão. O auto boicote acontece, quando na verdade, seu íntimo sabe muito bem sua vontade. E mesmo que te traga algo de ruim, pelo menos te trouxe algo... te toca!
Ele evita que você sofra... mas também evita que você sinta.
E para isso, tudo é possível... qualquer detalhe vira defeito, e você oscila de otimista para um perfeito pessimista.
Quando se toma o conhecimento de seu próprio auto boicote, as coisas ficam mais claras, porem não mais fáceis. Você começa a olhar pra si, e a analisar onde você erra, onde você comete os mesmos erros, onde você se boicota. E então, entra o exercício...
O exercício de perceber onde você necessita mudar a marcha...para não se auto boicotar...
Em alguns texto futuros, darei exemplos bem concretos de alguns auto boicotes que eu tive...onde várias vezes me chamei de burra, estúpida e me questionei “Por que?”....
Ainda estou aprendendo....
sexta-feira, 9 de abril de 2010
acordei chorando saudade...
...e assim, no meio de flores, lindas flores... uma neblina, você apareceu...
apareceu, sem que eu percebesse, parecendo que havia voltado.
voltado de algum lugar que desconheço...talvez ainda.
mas um lugar que pertence a você... e isso me basta saber...
o importante foi o encontro... um bom encontro é de dois...já ouvi.
e mesmo com 2, 3, 5 ao nosso redor, éramos as duas.
e você, lá estava comigo, linda!
seus cabelos enrolados, loiros... até o ombro, e iluminados, como se os raios solares atingissem você até no mais escuro breu.
seus olhos, verdes... me enxergavam por dentro, como se eu não pudesse me esconder nem de mim mesma... e no fundo, não precisava disso, afinal... era você!
e sentir você, encostar em você, ver as mesmas pintas, os mesmos traços, as mesmas ruguinhas, seu nariz, o qual eu sempre perguntava porque tinha aquele "calombinho"...rs.
seu cheiro, seu sorriso... ahhh, seu sorriso!
que saudades senti dele, e por aqueles momentos, segundos, horas, pude matar um pouquinho delas.
sua gargalhada...
- quero que conheça uma pessoa... é meu melhor amigo.
e após dissertar um pouco sobre ele, seus jeitos, cores, caras e bocas...
ouvi aquele som... um som que por anos a fio eu nem sonhava em ouvir...
e me senti preenchida... preenchida por uma onda gostosa, e gigantesca em sua totalidade, graças a um som. som,... sons que perdi quando soube que perderia você.
e observei você observando... eles... meus três, nossos três!
e por um instante, pedi:
-quero conhecer você, de novo... e quero que me conheça...eu, aqui, agora.
e você sorriu. e me senti abraçada.
abraçada por um colo que não existe igual, nem aqui, nem em lugar nenhum...
na verdade, por um colo que sempre me conheceu... e pra sempre irá.
acordei chorando saudade.
chorei agradecendo a oportunidade...
agradeci pelo colo.
...pela vida!
...e pelo amor! =)
apareceu, sem que eu percebesse, parecendo que havia voltado.
voltado de algum lugar que desconheço...talvez ainda.
mas um lugar que pertence a você... e isso me basta saber...
o importante foi o encontro... um bom encontro é de dois...já ouvi.
e mesmo com 2, 3, 5 ao nosso redor, éramos as duas.
e você, lá estava comigo, linda!
seus cabelos enrolados, loiros... até o ombro, e iluminados, como se os raios solares atingissem você até no mais escuro breu.
seus olhos, verdes... me enxergavam por dentro, como se eu não pudesse me esconder nem de mim mesma... e no fundo, não precisava disso, afinal... era você!
e sentir você, encostar em você, ver as mesmas pintas, os mesmos traços, as mesmas ruguinhas, seu nariz, o qual eu sempre perguntava porque tinha aquele "calombinho"...rs.
seu cheiro, seu sorriso... ahhh, seu sorriso!
que saudades senti dele, e por aqueles momentos, segundos, horas, pude matar um pouquinho delas.
sua gargalhada...
- quero que conheça uma pessoa... é meu melhor amigo.
e após dissertar um pouco sobre ele, seus jeitos, cores, caras e bocas...
ouvi aquele som... um som que por anos a fio eu nem sonhava em ouvir...
e me senti preenchida... preenchida por uma onda gostosa, e gigantesca em sua totalidade, graças a um som. som,... sons que perdi quando soube que perderia você.
e observei você observando... eles... meus três, nossos três!
e por um instante, pedi:
-quero conhecer você, de novo... e quero que me conheça...eu, aqui, agora.
e você sorriu. e me senti abraçada.
abraçada por um colo que não existe igual, nem aqui, nem em lugar nenhum...
na verdade, por um colo que sempre me conheceu... e pra sempre irá.
acordei chorando saudade.
chorei agradecendo a oportunidade...
agradeci pelo colo.
...pela vida!
...e pelo amor! =)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
10 anos.
10 anos... Hoje, 3 de setembro de 2009, faz 10 anos. Há exatos 10 anos atrás, eu chorava copiosamente. E sem entender direito nada... e sem ter a noção de tudo. Há 10 anos atrás, meus amigos na época (que até hoje carrego no peito), me davam o melhor e único colo que poderiam me oferecer. Minha família chorava... pq passaríamos os próximos 10 anos sem ela.
10 Anos sem Ela.
10 anos em que te reencontro apenas em sonhos, lembranças e fotos...
10 anos em que busco sua palavra, seu olhar, sua força dentro de mim...
Há 10 anos, você mudou minha vida da água pro vinho...mudou meu modo de encarar as coisas, meu modo de falar, de enxergar, de SENTIR!...
São 10 anos trabalhando e lutando pra saber quem eu sou, do que eu gosto, como fazer as coisas... Me trabalhando pra que eu possa oferecer o meu melhor à minha família, aos meus amigos, à todos que passarem por mim... assim como eu sei que você fez na sua vida.
Hoje, 10 anos depois, aprendi a degustar esse vinho. E nossa vida parece começar a entrar no eixo... Sei que você também foi obra disso... Foi mão nessa obra... Diretora nesse filme... nesse longa... nesses longos 10 anos.
A cada sensação de você perto, é um arrepio de segurança, saudade e amor.
Amor, que você me ensinou a ter... o incondicional. E o condicional também!
Segurança, que eu pude acompanhar, muito pequena... e junto dessa segurança, a Coragem, a Força, a Determinação e Obstinação!
A saudade......
A saudade de você! Das coisas que aprendi que passam... as pessoas que passam... os sentimentos que passam e transformam.... menos a Saudade.
Saudade de você. Do seu cheiro... da sua risada e gargalhada...
Saudade dos seus olhos verdes que eu sempre pedia pra ter igual...
Saudade das suas pintas e sardinhas... que eu sempre soube de onde herdei as minhas.
Suas mãos... que hoje as enxergo exatamente nas minhas... Nas minhas mãos que me dão trabalho. O meu trabalho.
Saudade do seu trabalho... da sua presença, da sua voz.
Saudade da sua voz... aquela que gritava, brigando.. e daquela suave me acordando.
Saudade daquela que dizia "Eu te amo"!
Saudade... de tudo que você me proporcionou...
com a certeza de tudo que ainda me proporciona...mesmo aí de longe...
Longe, fisicamente...
porque eu te sinto perto, muito perto, todos os dias, todos os minutos e segundos da minha vida, e da minha estrada.
Anseio pelo dia em que estaremos juntas novamente!
Para que eu possa te olhar nos seus olhos de novo, mamãe, e dizer com toda pureza e amor daquela criança: Eu amo você!
__________________________________________________
Agradeço, a todos aquelas que me acolheram, me ajudaram, estiveram comigo nos momentos difíceis... a todos que também a perderam nessa vida de algum jeito.
E agradeço a minha família... por tudo. Pela paciência, pelo amor, e pela união, que conquistamos e reconquistamos por todos esses anos.
Amo vocês e cada um no seu jeito conquistou um pedacinho de mim, e com isso, carrego sempre comigo.
Obrigada.
__________________________________________________
mãe... muita luz pra você nesse aniversário especial.
meu amor sempre continuará intacto! =)
__________________________________________________
Rachel Fonseca Ciccone- piupiu.
10 Anos sem Ela.
10 anos em que te reencontro apenas em sonhos, lembranças e fotos...
10 anos em que busco sua palavra, seu olhar, sua força dentro de mim...
Há 10 anos, você mudou minha vida da água pro vinho...mudou meu modo de encarar as coisas, meu modo de falar, de enxergar, de SENTIR!...
São 10 anos trabalhando e lutando pra saber quem eu sou, do que eu gosto, como fazer as coisas... Me trabalhando pra que eu possa oferecer o meu melhor à minha família, aos meus amigos, à todos que passarem por mim... assim como eu sei que você fez na sua vida.
Hoje, 10 anos depois, aprendi a degustar esse vinho. E nossa vida parece começar a entrar no eixo... Sei que você também foi obra disso... Foi mão nessa obra... Diretora nesse filme... nesse longa... nesses longos 10 anos.
A cada sensação de você perto, é um arrepio de segurança, saudade e amor.
Amor, que você me ensinou a ter... o incondicional. E o condicional também!
Segurança, que eu pude acompanhar, muito pequena... e junto dessa segurança, a Coragem, a Força, a Determinação e Obstinação!
A saudade......
A saudade de você! Das coisas que aprendi que passam... as pessoas que passam... os sentimentos que passam e transformam.... menos a Saudade.
Saudade de você. Do seu cheiro... da sua risada e gargalhada...
Saudade dos seus olhos verdes que eu sempre pedia pra ter igual...
Saudade das suas pintas e sardinhas... que eu sempre soube de onde herdei as minhas.
Suas mãos... que hoje as enxergo exatamente nas minhas... Nas minhas mãos que me dão trabalho. O meu trabalho.
Saudade do seu trabalho... da sua presença, da sua voz.
Saudade da sua voz... aquela que gritava, brigando.. e daquela suave me acordando.
Saudade daquela que dizia "Eu te amo"!
Saudade... de tudo que você me proporcionou...
com a certeza de tudo que ainda me proporciona...mesmo aí de longe...
Longe, fisicamente...
porque eu te sinto perto, muito perto, todos os dias, todos os minutos e segundos da minha vida, e da minha estrada.
Anseio pelo dia em que estaremos juntas novamente!
Para que eu possa te olhar nos seus olhos de novo, mamãe, e dizer com toda pureza e amor daquela criança: Eu amo você!
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Agradeço, a todos aquelas que me acolheram, me ajudaram, estiveram comigo nos momentos difíceis... a todos que também a perderam nessa vida de algum jeito.
E agradeço a minha família... por tudo. Pela paciência, pelo amor, e pela união, que conquistamos e reconquistamos por todos esses anos.
Amo vocês e cada um no seu jeito conquistou um pedacinho de mim, e com isso, carrego sempre comigo.
Obrigada.
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mãe... muita luz pra você nesse aniversário especial.
meu amor sempre continuará intacto! =)
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Rachel Fonseca Ciccone- piupiu.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
"Receita de Mulher"
(Vinícius de Moraes)
As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. É preciso que haja qualquer coisa de flor em tudo isso Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture Em tudo isso (ou então Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa). Não há meio-termo possível. É preciso Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora. É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços Alguma coisa além da carne: que se os toque Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência. É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas No enlaçar de uma cintura semovente. Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras É como um rio sem pontes. Indispensável. Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida A mulher se alteie em cálice, e que seus seios Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas. Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal! Os menbros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem No entanto, sensível à carícia em sentido contrário. É aconselhavel na axila uma doce relva com aroma próprio Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!). Preferíveis sem dúvida os pescoços longos De forma que a cabeça dê por vezes a impressão De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferencia grandes E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros. Ah, que a mulher de sempre a impressão de que se fechar os olhos Ao abri-los ela não estará mais presente Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh, sobretudo Que ela não perca nunca, não importa em que mundo Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre O impossível perfume; e destile sempre O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação imunerável.
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simplesmente fantástico.
(Vinícius de Moraes)
As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. É preciso que haja qualquer coisa de flor em tudo isso Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture Em tudo isso (ou então Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa). Não há meio-termo possível. É preciso Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora. É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços Alguma coisa além da carne: que se os toque Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência. É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas No enlaçar de uma cintura semovente. Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras É como um rio sem pontes. Indispensável. Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida A mulher se alteie em cálice, e que seus seios Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas. Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal! Os menbros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem No entanto, sensível à carícia em sentido contrário. É aconselhavel na axila uma doce relva com aroma próprio Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!). Preferíveis sem dúvida os pescoços longos De forma que a cabeça dê por vezes a impressão De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferencia grandes E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros. Ah, que a mulher de sempre a impressão de que se fechar os olhos Ao abri-los ela não estará mais presente Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh, sobretudo Que ela não perca nunca, não importa em que mundo Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre O impossível perfume; e destile sempre O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação imunerável.
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simplesmente fantástico.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Mulher Bonita senta na frente...
E hoje, foi um dia particularmente especial...
Na verdade, eu sinto que após o fim do meu inferno astral, eu entrei numa fase bizarramente tranquila.
Hoje meu corpo me fez realizar tudo diferente do que faria em outra terça-feira qualquer...acordei mais cedo, e dei umas gerais em algumas coisas...
Claro que outras sempre ficam pra trás...
Mas tudo bem...(a gente finge que tudo bem!)
E enfrentando uma Greve FUDIDA de ônibus nessa cidade lazarenta(desculpem minha revolta), após quase morrer na velocidade em que meu irmão dirige... Cheguei na minha terapia!
E puta merda... respira fundo, e vai...
E após 1 hora de relatos, dúvidas, direções, risadas, choros...
1 hora de reflexão e falatório...
Vou embora... como sempre vou.
E andando, vou pensando.. Ando pelas ruas da cidade, em um horário onde a única coisa que insiste em não funcionar é o semáforo quando quero atravessar a rua.
Penso, sinto, dou uma tragada...
E chego no ponto de ônibus...
E claro, já com aquela esperança remota de que o ônibus não viesse tããooo cheio..
Afinal, apenas algumas linhas estão funcionando.
Logo, meu 2.44 chega.......LOTAAADO!
Abrem-se as portas, e tem gente na escada... Tento subir, com grande dificuldade, e o cobrador me diz:
- Força moça... Sobe que você consegue...
¬¬
Olhei... dei uma risadinha simpática.. e subi. (Ok, eu realmente conseguia!)
E conforme as pessoas iam passando pela catraca, mais entravam.
Até que parou, e fecharam-se as portas. Ninguém mais entra e ninguém mais sai.
Umas senhoras, com suas inseparáveis sacolas...
Estudantes, com suas inseparáveis mochilas...
E eu...encostada num canto...
Até que o motorista me fala:
- Ô moça.. senta aqui na frente.
e eu questiono:
- Mas tudo bem?
e o cobrador complementa:
- Claro, mulher bonita senta na frente!
...
dei mais um sorriso simpatico... e pulei o motor, e sentei.
Ok, horrivel... uma senhorinha podia ter sentado ali...
Mas olha... além do elogio, atravessei a cidade inteira sentada.
e ponto!
.
Na verdade, eu sinto que após o fim do meu inferno astral, eu entrei numa fase bizarramente tranquila.
Hoje meu corpo me fez realizar tudo diferente do que faria em outra terça-feira qualquer...acordei mais cedo, e dei umas gerais em algumas coisas...
Claro que outras sempre ficam pra trás...
Mas tudo bem...(a gente finge que tudo bem!)
E enfrentando uma Greve FUDIDA de ônibus nessa cidade lazarenta(desculpem minha revolta), após quase morrer na velocidade em que meu irmão dirige... Cheguei na minha terapia!
E puta merda... respira fundo, e vai...
E após 1 hora de relatos, dúvidas, direções, risadas, choros...
1 hora de reflexão e falatório...
Vou embora... como sempre vou.
E andando, vou pensando.. Ando pelas ruas da cidade, em um horário onde a única coisa que insiste em não funcionar é o semáforo quando quero atravessar a rua.
Penso, sinto, dou uma tragada...
E chego no ponto de ônibus...
E claro, já com aquela esperança remota de que o ônibus não viesse tããooo cheio..
Afinal, apenas algumas linhas estão funcionando.
Logo, meu 2.44 chega.......LOTAAADO!
Abrem-se as portas, e tem gente na escada... Tento subir, com grande dificuldade, e o cobrador me diz:
- Força moça... Sobe que você consegue...
¬¬
Olhei... dei uma risadinha simpática.. e subi. (Ok, eu realmente conseguia!)
E conforme as pessoas iam passando pela catraca, mais entravam.
Até que parou, e fecharam-se as portas. Ninguém mais entra e ninguém mais sai.
Umas senhoras, com suas inseparáveis sacolas...
Estudantes, com suas inseparáveis mochilas...
E eu...encostada num canto...
Até que o motorista me fala:
- Ô moça.. senta aqui na frente.
e eu questiono:
- Mas tudo bem?
e o cobrador complementa:
- Claro, mulher bonita senta na frente!
...
dei mais um sorriso simpatico... e pulei o motor, e sentei.
Ok, horrivel... uma senhorinha podia ter sentado ali...
Mas olha... além do elogio, atravessei a cidade inteira sentada.
e ponto!
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Paraíso... onde te encontrar?

Esse é um quadro de um artista alemão chamado Jan Bruegel d. Ä. (1568-1625). O nome é "Das Paradies" ("O Paraíso"), e a técnica utilizada é óleo sobre carvalho. Foi feito por volta de 1620 e atualmente se encontra na cidade de Gemäldegalerie, Berlim.
Lindo, né...
Quando se escuta falar em Paraíso, a unica certeza em comum que fica para todos é que é algum lugar...ou algum estado de espirito. E sempre, sempre... nos traz a impressão que é algo muito muito bom... um algo que traz paz, tranquilidade, ou até mesmo todos os prazeres da vida.
E mesmo que ele seja aparentemente algo em comum para as pessoas, crenças, idéias, opiniões, culturas...isso acaba relativizando o nosso tão conhecido, querido e procurado Paraíso.
Relativiza porque no fundo, o paraíso de cada um é diferente pra cada um.
Achei algumas idéias, conceitos, definições por ai...
Bach foi alguém que compunha pensando que a sua música, um dia lhe abriria as portas do paraíso. Händel foi alguém que compunha sabendo de antemão que as portas do paraíso já lhe estavam abertas.
Segundo um dicionário Virtual, Paraíso; Paradies; Paradise:
é um substantivo masculino [pɐrɐ'izu]
1. lugar para onde vão os mortos em certas religiões
2. lugar muito agradável
Paraíso além de tudo acaba por ser usado como um adjetivo, um elogio à um lugar, ou à uma pessoa... Dá-se a idéia de estar em um lugar maravilhoso, sem morte ou doenças, com comida em abundância, onde todos vivem felizes, e sem problemas...
Diz a lenda, (ou a crença) que Adão e Eva foram expulsos do Paraíso por terem cedido às tentações... as quais, acredito, teriam deixado o Paraíso bem mais divertido.rs
Brincadeiras à parte, há também o que se chama de Paraíso...Fiscal.
Um Paraíso Fiscal refere-se a um país ou a uma região com um regime fiscal favorável para empresas e indivíduos estrangeiros. As principais funções dos Paraísos Fiscais são evitar ou adiar os impostos, evitar o controle externo sobre as transações e impedir confiscações, nacionalizações ou outros tipos de expropriação.
De qualquer jeito, a derivação da palavra paraíso vem do termo avéstico pairi-daeza (uma área/jardim murada), composto por pairi- (ao redor), um cognato do grego peri-, e -diz (criar, fazer).
Uma palavra associada é o sânscrito paradesha que literalmente significa "país supremo".
Voltando a relativização do nosso paraíso, volto a me perguntar....
Onde te encontrar?????
......
Há quem diga que é muito mais sentir do que estar...
que é muito mais sensação do que visão...
Há quem diga que paraíso está dentro, e não fora...
que nós o fazemos, nós o construímos...
Há quem diga que o paraíso é onde estamos...
independente do lugar.
Quanto a melhor definição pra mim?
é essa:
"E quanto a mim? Eu continuo acreditando em paraíso. Mas pelo menos sei que não é um lugar que possa procurar. Porquê não é para onde vai, é como se sente por um instante na sua vida enquanto é parte de alguma coisa. E se achar esse momento, ele pode durar para sempre!"
(Clarice Lispector)
não há o que se questionar...
...meu paraíso sou eu!
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